
Há meninos mal educados (só crianças podem ter procedimentos tão infantis) que depois de lhes termos chamado a atenção sobre algo que não está correcto insistem em fazer as mesmas asneiras. Continuamos a ver que aqui há quem se entretenha a publicar comentários, sem sentido, em «entradas» que nada têm a ver com o tema.
O site http://www.loriga.org/ esteve em manutenção e alguém pretende aproveitar-se do «DizerBem» como meio de divulgação.
As boas gentes de Loriga não precisam destas baixezas.
Mais umas mensagens que nos enviaram,saídas de um debate na internet entre Loricenses sobre o assunto da Heráldica de Loriga.
BrunoAlex
Assunto:RE: Um desenho que não é brasão
Data:2/Jul/2008 19:34
--- BrunoAlex wrote:
Até que enfim alguém se dá ao trabalho de pesquisar, tudo aquilo que eu tentei elucidar, aquando dos esclarecimentos públicos sobre a escolha da Heráldica Loriguense!
Mas pelos vistos tarde de mais... temos que gramar com esta!
Abraço
Para:BrunoAlex
Assunto:RE: Um desenho que não é brasão
Há um loriguense,que até nem reside aqui na vila,que já há
mais de dez anos que anda a lutar pela regularização da
Heráldica Loriguense (e há mais anos que luta pela resolução
dos outros problemas,e com resultados decisivos)!Esse facto
custou-lhe caro,inclusivé insultos públicos que apareceram
escritos em diversos sites e até(pasme-se!) num jornal de
Loriga do qual foi um dos melhores e mais assíduos
colaboradores (os seus artigos sobre a história e os problemas
de Loriga ficaram famosos).Chamaram-lhe de tudo:Desde
mentiroso e inimigo de Loriga,quando afirmou que o "brasão"
usado pela junta é ilegal e falso (o que se confirma),até
coisas bem piores!Tudo isso vindo dos autarcas e dos seus
apoiantes,alguns dos quais agiram a agem assim porque
acreditaram nesses autarcas incompetentes e estavam e estão
mal informados.Esse loriguense sempre soube do que fala,e tem
relações próximas com o antigo e com o actual presidente da
AAP.
Se os autarcas daqui não fossem teimosos,o problema do brasão
já estava bem resolvido há pelo menos meia dúzia de
anos.Bastava terem aceite as propostas bem fundamentadas da
Comissão de Heráldica da AAP e da Diácria.Ainda hoje,bastava
uma palavra da JFL e o brasão que eu puz na minha página do
hi5 tornava-se imediatamente no brasão legal e oficial da vila
de Loriga.
Quanto a termos que gramar com esta,se está a referir-se
àquilo a que chamam brasão,engana-se!
Havia uma forma de acabar com esta palhaçada já:Bastava que um
loriguense com tomates apresentasse uma queixa-crime contra a
JFL por uso abusivo de símbolo ilegal,em que uma das
penalizações mais graves é a perda de mandato!
Afixado por: Heráldica de Loriga em julho 4, 2008 02:49 AM
Loriga
Gentílico - Loricense ou Loriguense
Concelho - Seia
Área - 36,52 km²
Orago - Santa Maria Maior
Código postal - 6270
Loriga (pron.IFA [lo' riga ]) é uma vila e freguesia portuguesa do distrito da Guarda. Tem 36,52 km² de área, e tem uma povoação anexa, o Fontão.
Loriga encontra-se a 20 km de Seia, 80km da Guarda e 300km de Lisboa. A vila é acessível pelas estradas EN 231 e EN 338, e tem acesso directo à Lagoa Comprida, pela EN338, estrada concluída em 2006, com mais de quatro décadas de atraso, seguindo um traçado pré-existente, com um percurso de 9,2 km de paisagens deslumbrantes, entre as cotas 960m (Portela de Loriga) e 1650m, junto à Lagoa Comprida.
É conhecida como a "Suíça Portuguesa" devido à sua extraordinária localização geográfica. Está situada a cerca de 770m de altitude, na sua parte urbana mais baixa, rodeada por montanhas, das
quais se destacam a Penha dos Abutres (1828m de altitude) e a Penha do Gato (1771m), e é abraçada
por dois cursos de água: a Ribeira de Loriga e a Ribeira de S.Bento, que desagua na primeira depois da E.T.A.R. para formarem um dos afluentes do Rio Alva.
Está dotada de uma ampla gama de infrastrutras físicas e culturais, que abrangem vários campos e todos os grupos etários, das quais se destacam, por exemplo, o Grupo Desportivo Loriguense, fundado em 1934, a Sociedade Recreativa e Musical Loriguense, fundada em 1905, os Bombeiros Voluntários de Loriga, criados em 1982, cujos serviços se desenvolvem para lá dos limites da freguesia, numa àrea praticamente equivalente ao antigo concelho de Loriga, a Casa de Repouso Nª. Srª. da Guia, uma das últimas obras sociais de relevo, e a Escola C+S Dr. Reis Leitão.
Ao longo do ano celebram-se de maneira especial o Natal, a Páscoa (com a Amenta das Almas - cantos nocturnos masculinos, que evocam as almas de entes falecidos por altura da Quaresma), festas em honra de Sto. António (durante o mês Junho) e S. Sebastião (no último Domingo de Julho), com as respectivas mordomias e procissões. Porém, o ponto mais alto das festividades religiosas é a festa dedicada à padroeira dos emigrantes de Loriga, Nª. Srª. da Guia, que se realiza todos os anos, no primeiro Domingo de Agosto. No segundo Domingo, tem lugar a festa em honra de Nª. Srª. da Ajuda, no Fontão de Loriga.
Breve história
Fundada originalmente no alto de uma colina entre ribeiras onde hoje existe o centro histórico da vila, o seu nome primitivo,anterior à chegada dos
romanos,era Lobriga. O local foi escolhido há mais de dois mil e seiscentos anos, devido à facilidade de defesa (uma colina entre ribeiras),à abundância de àgua e de pastos, bem como ao facto de a as terras mais baixas providenciarem alguma caça,e condições mínimas para a prática da agricultura. Desta forma estavam garantidas as condições mínimas de sobrevivência para uma população e
povoação com alguma importância.
O nome veio,da localização estratégica da povoação,do seu protagonismo e dos seus habitantes,nos Hermínios (actual Serra da Estrela) na resistência lusitana, o que levou os romanos a porem-lhe o nome de Lorica (antiga couraça
guerreira). Os Hermínius eram o coração e a maior fortaleza da Lusitânia. É um facto que os romanos lhe deram o nome de Lorica,nome de couraça guerreira, e deste nome derivou Loriga (derivação iniciada pelos Visigodos), e que tem o mesmo significado. É um caso raro, em Portugal, de um nome bimilenar,um dos factos que justificam que a couraça seja a peça central e principal do brasão
histórico da vila.É um nome muito antigo e de grande valor histórico para a vila.
Situada na parte Sudoeste da Serra da Estrela, a sua beleza paisagística é o principal atractivo de referência. Os socalcos e sua complexa rede de irrigação são um dos grandes ex-libris de Loriga, uma obra gigantesca construída pelos Loricenses ao longo de muitas centenas de anos e que transformou um vale belo, mas rochoso, num vale fértil.É uma obra que ainda hoje marca a paisagem do belíssimo Vale de Loriga,faz parte do património histórico da vila,e é demonstrativa do génio dos Loricenses.
Em termos de património histórico, destacam-se também a ponte e a estrada romanas (século I a.C.), uma sepultura antropomórfica (século VI a.C.), a Igreja Matriz (século XIII, reconstruída), o Pelourinho (século XIII,reconstruído), o Bairro de São Ginês (São Gens) com origem anterior à chegada dos romanos, a Rua de Viriato,o heroi lusitano que a tradição local,e diversos antigos
documentos,encontram origens nesta antiquíssima povoação.A Rua da Oliveira, pela sua peculiaridade,situada na àrea mais antiga do centro histórico da vila,recorda algumas das características urbanas da época medieval. A estrada romana e uma das duas pontes (a outra ruíu no século XVI após uma grande cheia na Ribeira de S. Bento), com as quais os romanos ligaram Lorica, na Lusitânia, ao restante império, merecem destaque.
Também o Bairro de São Ginês (S. Gens)é um ex-libris de Loriga, e nele destaca-se a capela de Nossa Senhora do Carmo construída no local de uma antiga ermida visigótica precisamente dedicada àquele santo. Quando os romanos
chegaram, a povoação estava dividida em dois núcleos: O maior, mais antigo e principal, situava-se na àrea onde hoje existem a Igreja Matriz e parte da Rua de Viriato, e estava fortificado com muralhas e paliçada. No local do actual Bairro de S.Ginês (S.Gens), existiam já algumas habitações encostadas ao promontório rochoso, em cima do qual os Visigodos construíram mais tarde uma
ermida dedicada àquele santo.
Loriga era uma paróquia pertencente à Vigariaria do Padroado Real e a Igreja Matriz foi mandada construir em 1233 pelo rei D. Sancho II. Esta igreja, cujo orago era já o de Santa Maria Maior,e que se mantém, foi construída no local de um outro antigo e pequeno templo, do qual foi aproveitada uma pedra com inscrições visigóticas, que está colocada na porta lateral virada para o adro.
De estilo românico, com três naves, e traça exterior lembrando a Sé Velha de Coimbra, esta igreja foi destruída pelo sismo de 1755, dela restando apenas partes das paredes laterais.
O sismo de 1755 provocou enormes estragos na vila, tendo arruinado também a residência paroquial e aberto algumas fendas nas robustas e espessas paredes do edifício da Câmara Municipal construído no século XIII. Um emissário do Marquês de Pombal esteve em Loriga a avaliar os estragos mas, ao contrário do que aconteceu com a Covilhã (outra localidade serrana muito afectada), não chegou do governo de Lisboa qualquer auxílio.
Loriga é uma vila industrial (têxtil) desde o início do século XIX, chegou a ser uma das localidades mais industrializadas da Beira Interior, e a actual sede de concelho só conseguiu suplantá-la quase em meados do século XX.Tempos houve em que, só Covilhã ultrapassava Loriga em número de empresas. Nomes de empresas,tais como; Regato, Redondinha, Fonte dos Amores, Tapadas, Fândega, Leitão & Irmãos, Augusto Luis Mendes, Lamas, Nunes Brito, Moura Cabral, Lorimalhas, etc, fazem parte da rica história industrial desta vila.
A principal e maior avenida de Loriga tem o nome
de Augusto Luís Mendes, o mais destacado dos antigos industriais Loricenses. Apesar,por exemplo, dos maus acessos, que se resumiam à velhinha
estrada romana de Lorica com dois mil anos, o facto é que os Loricenses transformaram Loriga numa vila industrial progressiva, o que confirma o seu génio.
Mas, Loriga acabou por ser derrotada por um inimigo político e administrativo, local e nacional, contra o qual teve que lutar desde o século XIX.
A história da vila de Loriga é, aliás, um exemplo das consequências que os confrontos de uma guerra civil podem ter no futuro de uma localidade e de uma região.
Loriga tinha a categoria de sede de concelho desde o século XII, tendo recebido forais em 1136 (João Rhânia, senhorio das Terras de Loriga durante
cerca de duas décadas, no reinado de D.Afonso Henriques), 1249 (D.Afonso III ), 1474 (D.Afonso V) e 1514 (D.Manuel I), mas, por ter apoiado os chamados Absolutistas contra os Liberais na guerra civil portuguesa, teve o castigo de deixar de ser sede de concelho em 1855.
A área onde existem as actuais freguesias de Alvoco da Serra, Cabeça, Sazes da Beira, Teixeira, Valezim, Vide, e as mais de trinta povoações anexas, pertenceu ao Município Loricense.
A vila de Loriga, situa-se a vinte quilómetros da actual sede de concelho, e algumas freguesias da sua região situam-se a uma distância muito maior.
A Região de Loriga, área do antigo Município Loricense, constitui também a Associação de Freguesias da Serra da Estrela, com sede na vila de Loriga.
Loriga e a sua região possuem enormes potencialidades turísticas, e as únicas pistas e estância de esqui existentes em Portugal,estão localizadas na àrea da freguesia da vila de Loriga.
Acordos de geminação
Loriga celebrou acordo de geminação com:
A vila,actual cidade de Sacavém, no concelho de Loures, em 1 de Junho de 1996.
Afixado por: HISTÓRIA DE LORIGA em agosto 16, 2008 09:02 PM